quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Minha paciência chama-se amamentar





Há um tempo queria escrever sobre minha experiência com a amamentação e acredito que nada mais favorável para isso do que a SMAM.

Antes de falar sobre a Zelda, sobre meu leite ou meus seios, queria falar primeiro sobre mim, parte fundamental desse restaurante de livre serviço que me tornei por alguns anos.
Eu sou bastante impulsiva, inquieta, e paciência não  é  era meu ponto forte. E durante minha gravidez, ativa nas redes sociais e com sede de informação, ficava assustada com a quantidade de mães impacientes nesse momento de degustação. O frio na barriga veio, e alguns mantras chegaram junto, por que, afinal, como eu iria conseguir ficar sentada por horas exclusivamente amamentando minha cria?!

Os dias se passaram, a barriga foi crescendo, a bolsa estourou e minha filha nasceu. E a primeira coisa que ela fez no seu primeiro minuto de vida, foi vir ao meu peito e agarrar com toda a gula que ela tem até hoje meu seio em sua boca e começar a mamar.

Que sensação deliciosa, esse ser quentinho nos meus seios se alimentando de algo que exclusivamente eu poderia fornecer para ela. Nesse instante, esse momento da amamentação se tornou algo sagrado. O mundo parou, não existia mais tempo, não existia mais ninguém nessa sala, nem os mantras precisaram aparecer nessa jornada leitosa.

Tive sorte, meu leite desceu rápido, não empedrou. Um dos seios deu uma pequena rachada que incomodou por menos de uma semana, mas nada demais. Zó teve pega boa, muito boa, e eu produzia muito leite. E ela mamava, oh como ela mamava, por horas... E eu ficava horas olhando para ela, o almoço poderia atrasar, as saídas poderiam ficar para outra hora ou dia, mas esse momento era nosso, só nosso.

E da paciência da amamentação, aprendi a esperar, esperar o tempo dela: pra engatinhar, andar, falar e o que viesse a ser feito por ela.

Mas a paciência não se tornou algo exclusivo da Zelda, aprendi a esperar qualquer situação na minha vida, me tornei alguém melhor e sei que foi a amamentação que me proporcionou isso.

Saber que cada coisa tem seu tempo e seu momento. E aprender a curtir o momento presente sem me preocupar com a hora.


Maio 2011


Maio 2011


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Zozo e a torta de mirtilho



                         



O frio chegou e a temporada de torta também. Como é agradavel uma casa com cheiro de massa assando. E com esse frio, nada melhor do que para o chá da tarde uma torta quentinha recem saida do forno. Minha especialidade é e sempre será a torta de maçã, mas desde o ano passado tenho tentado me aventurar em outros sabores. Zelda adora, mas ultimamente ela tem pedido muito por morango, ainda estou achando o ponto certo para dividir a receita, assim que minha mistureba de ingrediente chegar ao ponto, conto para vocês. Mas hoje vai a receita da torta de mirtilho:

Ingredientes:

Para a massa:

- 350g de farinha de trigo
- 150g de manteiga sem sal
- 80g de açucar
- 4 gemas
- 1 colher de água fria

Para o recheio:

- 250g de mirtilho
- 25g de açucar
- 100ml de leite


Preparar a massa:

Numa superfice fria ou numa vasilha, peneira a farinha, formando um montinho. 
Abra um buraco no meio do motinho e coloque a manteiga o açucar e as gemas.
Com delicadeza e com as pontas dos dedos misture a manteiga, o açucar e as gemas.
Misture até ficar com um apecto de farofa.
Coloca a agua, e misture com a farinha.
Quando a massa ficar bem homogena, colocar num papel filme por meia hora na geladeira.

Peparar a torta:

Agora que a massa esta pronta, divide ela em 2/3. 
Com um rolo de cozinha, abre esses 2/3 e forre a forma de torta prémanteigada.
Coloque os mirtilhos e o açucar por cima.
Abre o 1/3 sobrante de massa para fazer as decorações. 
Faça tirinhas de aproxidamente 1cm de largura.
Molhe as bordas da torta, a agua funciona como uma cola.
Arrume as tirinhas, trançando elas.
Agora que a torta está "fechada" pincele a torta com o leite.

Tempo de cozimento:

Em forno preaquecido em 190C, asse por 30 minutos, ou até a massa dourar e as frutas amolecerem.

O melhor é servir ainda quente, mas ela tamém é boa fria, ou reaquecida (:



                                 







segunda-feira, 31 de março de 2014

Mon abricotier



Mon abricotier, inspirado no titulo "meu pé de laranja Lima", é minha arvore da vida, o local aonde coloco todas as folhas dos galhos que crio. Esse espaço ser somente para a Abricot-Zozo seria ser só uma parte de mim. Sou Cintia, fotografa, criadora de brinquedo, costureira, ativista pela humanização, feminista, mãe, filha, artista e muito mais. Zelda me faz ser muito mais, me faz ter inspiração, me faz ter criatividade, me superar e me faz ser essa familia que somos, eu e ela, e nosso pé de Damasco (:

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Abricot fora de orbita









Estamos passando por uns problemas tecnicos em nossa plataforma, esperamos poder resolver-los em breve.
Qualquer duvida sobre encomenda ou meios de pagamento, mandar e-mail para: cintia.rose@gmail.com.
Obrigada e desculpe o transtorno.

Cintia R. Chalhoub

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Zozo no seu fantastico universo das maravilhas

Zozo ver o mundo de um jeito bem seu, peculiar e muito sensivel, ela ver os belos detalhes da natureza, esses que parecem magicos e ela gosta de dividir essas pequenas coisas. Por isso quando ela teve que ir a escola decidir colocar-la numa escola que incentivaria essa sensibilidade, uma escola que alimentasse seu imaginario, e a ajudasse a cantar suas historias. Optei por uma escola antroposofica, e tenho visto a cada dia os beneficios desse segundo lar. A Zozo tem cantado muito mais historias nas quais ela coloca varios elementos que aprendeu nos contos da escola e inventa seu proprio mundo em suas historias.
Pensei em pintar a sua ultima historia, porém a inspiração veio no photoshop, e aqui está como imagino que ela ver o mundo, nossa casa, nosso dia a dia, e seus sonhos:


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A tão desejada pescaria


Para quem conhece a pequena Zozo, sabe que a um tempo ela andava pescando tudo, qualquer coisa era uma vara de pescar, do cinto do avô as linhas do meu ateliê, se fosse comprido era vara de pescar... Ficava horas sentada na varanda pescando seus peixes imaginarios, e amando a brincadeira. Passou-se um mes e a brincadeira continuou. Gosto muito de deixar-la brincar livremente, e da espaço ao imaginario, mas depois de mais de 30 dias pescando peixes imaginarios, não resistir e criei para ela uma pescaria. Pensei muito nas cores, se fazia realista ou se deixava as cores fluires, e la se foram 10 peixes passando do rosa ao azul sem esquecer as cores quentes como amarelo e vermelho, e para ficarem ainda mais colorido decidir fazer os bordados com cores diferentes, para ter a certeza de que cada peixe seria unico, como cada ser vivo é.







 disponivel aqui

domingo, 10 de novembro de 2013

L'OPERA de la LUNE




Chego em casa e escuto "Op Op Op" primeira faixa do Album, e voltei para minha infancia. Desde da gestação (2010) tenho procurado esse CD, e nada de encontrar-lo. Já tinha a certeza de que ele estava perdido, o procurei nas lojas e estava sempre em falta, já tinha desistido da minha opera favorita. Então a felicidade foi intensa quando ouvir esse barulhinho imitanto sons extraterrestres...
Para quem não conhece, "L'Opéra de la lune" é uma obra do poeta francês Jacques Prevert, que foi musicalisada pelo Jacques Mayoud, Renée Mayoud e um choral de crianças em 1991. Não é uma opera musical, mais uma opera texual, se posso usar essa palavra, ou conto. Ele é dividido em 5 acto.

L'Opéra de la lune : O texto é incrivel, são varios poemas que contam a historia de Michel Morin, um orfão, que acredita que sua mãe uma menina do sol seu pai um menininho do sol (podemos até ver uma comparasão com Romeo e Julieta pais). Mas além disso é uma critica a sociedade que destroi o planeta terra, e ele que vem do céu mostra isso como uma critica, e um aviso a sociedade, que acham que "lhe falta um parafuso". As musicas vão de sonhos na qual existe uma comunidade na lua aonde tudo é ao contrario da terra, e a vida é bela, não ha guerra, não ha dinheiro, o teatro é ao ar livre, as pessoas não ficam criticando. Também se fala de poluição sonora, que vai além do barulho da rua, mas da poluição que entrou em nossas mentes, e que nós impede de ouvir o planeta, a natureza, seus choros, seus furacões. O Prevert avisa, que "as crianças precisam ouvir as palavras dos poetas". E nos contrarios da lua/terra, os habitantes da lua, durante a visita a terra, concluiem que estar muito bagunçado e que voltarão a "nova terra" como se fala de nova lua. Essa é a musica que fecha a Opera da Lua.

Cena da vida das Antilopes: Esse conto acontece na Africa, e mostra a diferença racial entre os homens negros e os homens brancos, suas culturas e como os brancos escravisam os negros, e como ao tentar capturar-los com ajuda das armas de fogos matam sem querer uma antilopes e como isso deixar os homens feliz, negros ou brancos, os negros por terem o que comer, e os brancos por ver a festa dos negro, a musica é Zio, e a familia da antilope que espera sua volta, e ver a festa dos homens e entende sua morte, e avisa ao resto da familia que "podemos jantar sem ela", porém ninguem come, porque é "jantar muito triste" e assim acaba o conto das Antilopes.

A Opera das Girafas: Se inicia pelo poema para crianças mal criadas, ela é dividida em 3 Quadros. A Opera das Gifaras me lembra tanto a vida da Tippi Degré, e essa opera poderia ser escrita para ela.
Se canta que já se foi uma epoca que se tinha muitas girafas, porem o Senhor Homem as matas...
E é um probleme já que as girafas adultas são mudas e as pequenas são raras. Em seguida é apresentado os caçadores, que sentem saudade dos seus 20 anos e da abundancia das girafas, sem perceber que eles mesmo as fizeram desaparecer. Nisso da entrada ao filho do caçador que agora na Africa se tornou caçador de girafa, porém durante a caçada foi picado por uma mosca tsé-tsé na sua queda mata de bala perdida uma girafa isso da inicio  linda musica na qual se pergunta: "gifara morte, estas dormindo? O sono parece com a morte" na qual se faz a comparação entre sono e morte, sobre a vida pós morte. É uma bela iniciação a morte.

O DorMedario descontente: O conto começa com um aviso sobre a vangloria, o pequeno dormedario se glorifica ao seus amigos por ir a uma conferencia, porém chegando la não tinha musica, não tinha nada que esperava e só se fala da diferença entre dromadario e camelo... Cançado ele decido morder o conferencista e é xingado ou confundido de camelo, é qando inicio a musica que explica a diferença entre ambos, e suas caractistas fisicas e fisiologicas, e da beleza terra, e do cuidado que precisamos ter com ela e seus especimenes.

A Avestruz: o ultimo conto da opera é uma versão nova do Polenguinho, uma avestruz come as pedrinhas deixada pelo garoto, que quando se acredita perdido, escuta uma musica estranha cheia de barulho, é a avestruz comedora de objeto que lhe canta que é muito feliz e que tem um estomago magnifico, que pode comer qualquer coisa. E depois de uma conversa na qual essa incrivél avestruz lhe mostra outro caminho a vida, o poeta da asas ao menino ocolocando nas costa do unico passaro que não voa, porem sabe corer muito rapido em volta ao mundo.


 Os 5 contos falam sobre vida, morte, sobre escolhas, sobre ser crianças, ouvir seu coraçao, sobre criação com apego, sobre consumo consciente, sobre poluição, e ecologia, sobre amor, sobre liberdade;





Gostaria muito de encontrar uma versão em portugues, é uma linda historia, sobre a vida como ela é, sobre a realidade do mundo, sem ser traumatizante, mas consicente. Ao re-ouvir o album, tenho a certeza absoluta que o Prevert plantou sua sementinha 20 anos atraz e me ser a mãe que hoje sou, me fez ser a ativista que também sou, e principalmente a sonhadora que sou.