Chego em casa e escuto "Op Op Op" primeira faixa do Album, e voltei para minha infancia. Desde da gestação (2010) tenho procurado esse CD, e nada de encontrar-lo. Já tinha a certeza de que ele estava perdido, o procurei nas lojas e estava sempre em falta, já tinha desistido da minha opera favorita. Então a felicidade foi intensa quando ouvir esse barulhinho imitanto sons extraterrestres...
Para quem não conhece, "L'Opéra de la lune" é uma obra do poeta francês
Jacques Prevert, que foi musicalisada pelo
Jacques Mayoud,
Renée Mayoud e um choral de crianças em 1991. Não é uma opera musical, mais uma opera texual, se posso usar essa palavra, ou conto. Ele é dividido em 5 acto.
L'Opéra de la lune : O texto é incrivel, são varios poemas que contam a historia de Michel Morin, um orfão, que acredita que sua mãe uma menina do sol seu pai um menininho do sol (podemos até ver uma comparasão com Romeo e Julieta pais). Mas além disso é uma critica a sociedade que destroi o planeta terra, e ele que vem do céu mostra isso como uma critica, e um aviso a sociedade, que acham que "lhe falta um parafuso". As musicas vão de sonhos na qual existe uma comunidade na lua aonde tudo é ao contrario da terra, e a vida é bela, não ha guerra, não ha dinheiro, o teatro é ao ar livre, as pessoas não ficam criticando. Também se fala de poluição sonora, que vai além do barulho da rua, mas da poluição que entrou em nossas mentes, e que nós impede de ouvir o planeta, a natureza, seus choros, seus furacões. O Prevert avisa, que "as crianças precisam ouvir as palavras dos poetas". E nos contrarios da lua/terra, os habitantes da lua, durante a visita a terra, concluiem que estar muito bagunçado e que voltarão a "nova terra" como se fala de nova lua. Essa é a musica que fecha a Opera da Lua.
Cena da vida das Antilopes: Esse conto acontece na Africa, e mostra a diferença racial entre os homens negros e os homens brancos, suas culturas e como os brancos escravisam os negros, e como ao tentar capturar-los com ajuda das armas de fogos matam sem querer uma antilopes e como isso deixar os homens feliz, negros ou brancos, os negros por terem o que comer, e os brancos por ver a festa dos negro, a musica é Zio, e a familia da antilope que espera sua volta, e ver a festa dos homens e entende sua morte, e avisa ao resto da familia que "podemos jantar sem ela", porém ninguem come, porque é "jantar muito triste" e assim acaba o conto das Antilopes.
A Opera das Girafas: Se inicia pelo poema para crianças mal criadas, ela é dividida em 3 Quadros. A Opera das Gifaras me lembra tanto a vida da
Tippi Degré, e essa opera poderia ser escrita para ela.
Se canta que já se foi uma epoca que se tinha muitas girafas, porem o Senhor Homem as matas...
E é um probleme já que as girafas adultas são mudas e as pequenas são raras. Em seguida é apresentado os caçadores, que sentem saudade dos seus 20 anos e da abundancia das girafas, sem perceber que eles mesmo as fizeram desaparecer. Nisso da entrada ao filho do caçador que agora na Africa se tornou caçador de girafa, porém durante a caçada foi picado por uma
mosca tsé-tsé na sua queda mata de bala perdida uma girafa isso da inicio linda musica na qual se pergunta: "gifara morte, estas dormindo? O sono parece com a morte" na qual se faz a comparação entre sono e morte, sobre a vida pós morte. É uma bela iniciação a morte.
O DorMedario descontente: O conto começa com um aviso sobre a vangloria, o pequeno dormedario se glorifica ao seus amigos por ir a uma conferencia, porém chegando la não tinha musica, não tinha nada que esperava e só se fala da diferença entre dromadario e camelo... Cançado ele decido morder o conferencista e é xingado ou confundido de camelo, é qando inicio a musica que explica a diferença entre ambos, e suas caractistas fisicas e fisiologicas, e da beleza terra, e do cuidado que precisamos ter com ela e seus especimenes.
A Avestruz: o ultimo conto da opera é uma versão nova do Polenguinho, uma avestruz come as pedrinhas deixada pelo garoto, que quando se acredita perdido, escuta uma musica estranha cheia de barulho, é a avestruz comedora de objeto que lhe canta que é muito feliz e que tem um estomago magnifico, que pode comer qualquer coisa. E depois de uma conversa na qual essa incrivél avestruz lhe mostra outro caminho a vida, o poeta da asas ao menino ocolocando nas costa do unico passaro que não voa, porem sabe corer muito rapido em volta ao mundo.
Os 5 contos falam sobre vida, morte, sobre escolhas, sobre ser crianças, ouvir seu coraçao, sobre criação com apego, sobre consumo consciente, sobre poluição, e ecologia, sobre amor, sobre liberdade;
Gostaria muito de encontrar uma versão em portugues, é uma linda historia, sobre a vida como ela é, sobre a realidade do mundo, sem ser traumatizante, mas consicente. Ao re-ouvir o album, tenho a certeza absoluta que o Prevert plantou sua sementinha 20 anos atraz e me ser a mãe que hoje sou, me fez ser a ativista que também sou, e principalmente a sonhadora que sou.